top of page

Engenharia integrada em estruturas, coberturas e fachadas: como reduzir incompatibilidades e retrabalho

4 de set.
3 min de leitura

Entenda como integrar estruturas, coberturas e fachadas desde o projeto pode reduzir incompatibilidades, retrabalho e custos inesperados na obra.



Uma obra não funciona em departamentos


No projeto, é comum separar estrutura, cobertura, fachada, esquadrias, ventilação, iluminação e instalações em diferentes disciplinas.


Na edificação pronta, entretanto, todas elas precisam funcionar juntas.


É justamente nessa transição entre disciplinas que surgem muitas das incompatibilidades responsáveis por retrabalho.


Uma esquadria encontra um painel.


Um rufo encontra uma fachada.


Uma telha encontra uma platibanda.


Um sistema fotovoltaico encontra a cobertura.


Um lanternim encontra a estrutura.


Cada interface precisa ter sido pensada.


Quando isso não acontece, a solução acaba sendo encontrada em obra — normalmente no pior momento possível.


O problema da contratação fragmentada


Contratar diferentes especialistas pode ser necessário e perfeitamente adequado.


O problema surge quando cada fornecedor resolve exclusivamente seu próprio escopo sem uma visão clara das interfaces.


A estrutura pode estar correta individualmente.


A cobertura também.


A fachada também.


Ainda assim, o encontro entre elas pode apresentar conflitos.


É por isso que obras complexas exigem mais do que bons produtos.


Exigem compatibilidade construtiva.


Estrutura, cobertura e fachada precisam conversar


A modulação estrutural influencia diretamente a cobertura e os fechamentos.


A cobertura define cargas, inclinações, drenagem e detalhes de encontro.


A fachada precisa compatibilizar painéis, esquadrias, revestimentos, rufos, brises e estrutura de apoio.


Quanto mais cedo essas interfaces forem estudadas, menor a probabilidade de improvisações posteriores.


A engenharia integrada atua justamente nesses pontos de encontro.


O impacto do retrabalho vai além do material


Quando uma incompatibilidade aparece no canteiro, sua consequência raramente se limita ao valor do material corrigido.


Pode haver paralisação de equipe.


Novo levantamento.


Revisão de projeto.


Compra emergencial.


Frete adicional.


Mobilização de equipamentos.


Impacto sobre outras atividades.


E, principalmente, perda de previsibilidade.


Em obras industriais e comerciais com cronogramas definidos, atrasos podem representar impactos muito superiores ao valor da peça que originou o problema.


Projetar manutenção também é engenharia


Outro erro recorrente é pensar apenas na entrega da obra.


Coberturas precisarão ser inspecionadas.


Calhas precisarão ser acessadas.


Equipamentos precisarão de manutenção.


Sistemas fotovoltaicos podem ser instalados posteriormente.


Fachadas estarão expostas ao ambiente durante décadas.


Uma solução verdadeiramente integrada considera também essa fase futura.


É por isso que elementos como linhas de vida, passarelas, acessos, fixações e sistemas de manutenção devem fazer parte da conversa desde o início.


Integração não significa simplesmente contratar tudo junto


Existe uma diferença importante.


Concentrar diversos serviços em um mesmo fornecedor pode simplificar a gestão, mas isso, por si só, não garante integração.


A integração ocorre quando os sistemas são tecnicamente estudados em conjunto.


O valor não está apenas em reduzir o número de contratos.


Está em reduzir interfaces sem responsabilidade definida.


Quando uma mesma engenharia compreende a estrutura, o comportamento da cobertura e o detalhamento da fachada, decisões podem ser tomadas considerando o resultado final da edificação.


Engenharia aplicada antes da execução


Quanto mais avançada estiver uma obra, menor tende a ser a liberdade de alteração.


Por isso, a participação técnica nas fases iniciais possui enorme potencial de geração de valor.


É quando ainda é possível discutir modulação.


Tipo de estrutura.


Sistema de cobertura.


Posicionamento de calhas.


Iluminação natural.


Ventilação.


Painéis de fachada.


Esquadrias.


Acesso para manutenção.


O custo de alterar uma linha no projeto é muito diferente do custo de alterar uma solução já instalada.


A abordagem Hyato


A proposta da Hyato é atuar sobre as faces externas da edificação de forma integrada, considerando estruturas metálicas, coberturas, fachadas e sistemas complementares.


Não se trata apenas de fornecer produtos.


Trata-se de aplicar engenharia para que cada sistema contribua para o desempenho do conjunto.


Quando estrutura, cobertura e fachada são pensadas dessa maneira, a obra ganha algo difícil de medir apenas em uma planilha de materiais: previsibilidade.


E previsibilidade significa menos improviso, menor exposição a retrabalho e maior segurança para quem projeta, executa e investe.


Perguntas frequentes


Engenharia integrada substitui os demais projetistas?


Não. A lógica é trabalhar de forma compatível com arquitetura, engenharia estrutural e demais disciplinas, contribuindo tecnicamente nas interfaces relacionadas aos sistemas executados.


Em que momento a Hyato pode participar?


Desde a concepção e estudo preliminar até planejamento, fornecimento, montagem e pós-obra.


É possível trabalhar com estruturas de concreto?


Sim. Os sistemas de cobertura e fechamento podem ser compatibilizados com diferentes soluções estruturais, incluindo aço e concreto.



Comentários


bottom of page